A História da Ford







O americano Henry Ford foi o homem que mudou o mundo com um carro simples, produzido em massa e vendido com grande sucesso mundo afora. A ele é atribuído o “Fordismo”, isto é, a produção em grande quantidade de automóveis a baixo custo por meio da utilização do artifício conhecido como “linha de montagem”, o qual tinha condições de fabricar um carro a cada 98 minutos, além dos altos salários oferecidos a seus operários. Nascido na cidade de Springwells, em uma fazenda próxima a um município rural a oeste de Detroit, no estado do Michigan, em 30 de julho de 1863. Henry, filho do imigrante irlandês William Ford com a americana Mary Litogot, adquiriu a paixão pela mecânica em sua casa, quando seu pai lhe deu um relógio de bolso. Aos quinze anos, já tinha firmado a reputação de reparador de relógios, tendo desmontado e remontado os aparelhos de amigos e vizinhos inúmeras vezes. Em 1879, ele deixou a fazenda e foi para a cidade vizinha Detroit, para trabalhar como um aprendiz de operador de máquinas, primeiro na empresa James F. Flower & Bros., e mais tarde na Detroit Dry Dock Co. Foi nestes empregos que o jovem Henry aprendeu tudo sobre motor de combustão interna. Em 1882, retornou a Dearborn para trabalhar na fazenda da família, quando adquiriu ainda mais experiência na operação dos motores a vapor portáteis da Westinghouse. Ele foi posteriormente contratado pela própria Westinghouse Electric Corporation. Henry se casou com Clara Ala Bryant, em 1888, sustentando-se nessa época através de uma serraria. Eles tiveram um único filho, Edsel Bryant Ford e adotaram um outro de origem chinesa. Em 1891, tornou-se engenheiro da Edison Illuminating Company, embrião do que viria a ser a famosa empresa General Electric, e, após sua promoção ao cargo de Engenheiro Chefe em 1893, teve bastante tempo e dinheiro para dedicar atenção às suas experiências pessoais com motores a gasolina.

Apesar do cargo obrigar Henry a estar disponível 24 horas por dia, ao mesmo tempo dava-lhe a oportunidade de fazer experiências, na medida em que se tornou colaborador direto e amigo íntimo do seu patrão, Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica. Em colaboração com outro de seus amigos célebres — Harvey Firestone —, ele acompanhou o nascimento da excepcional adaptação da borracha a pneumáticos para automóveis, com a valiosa colaboração de Edison, que dispunha de um laboratório altamente equipado onde teve lugar uma série de experiências que contribuíram para o arranque da revolucionária descoberta. Estes experimentos culminaram em 1896 com a conclusão de seu próprio veículo automotor denominado Quadriciclo, com uma carroçaria muito leve montada sobre quatro rodas de bicicleta. Durante os anos que se seguiram, Henry continuou a tentar melhorar o motor dos seus veículos de passageiros. Em complemento, construiu um carro de corrida que ele próprio conduzia. Finalmente, aos 40 anos de idade, junto com outros 11 investidores, fundou a Ford Motor Company em 1903. Mas nem tudo foi sucesso. Pouco tempo depois da formação da empresa, Henry Ford foi ameaçado pela Associação dos Fabricantes de Automóveis. Após anos de lutas em tribunais, ele ganhou o caso em 1911, acabando com o monopólio e assim viabilizando que outros pudessem tornar-se construtores do ramo automóvel. Ele morreu em 7 de abril de 1947 na cidade de Dearborn, aos 84 anos, deixando a maior parte de sua grande fortuna para a Fundação Ford, mas providenciou para que sua família pudesse controlar a empresa permanentemente. Como único dono da Ford Company, ele se tornou um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo.

Dados corporativos

● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 16 de junho de 1903
● Fundador: Henry Ford
● Sede mundial: Dearborn, Michigan
● Proprietário da marca: Ford Motor Company
● Capital aberto: Sim (1956)
● Chairman: William Ford Jr.
● CEO & Presidente: Alan Mulally
● Faturamento: US$ 118.3 bilhões (2009)
● Lucro: US$ 2.7 bilhões (2009)
● Valor de mercado: US$ 40 bilhões (maio/2010)
● Valor da marca: US$ 7.005 bilhões (2009)
● Fábricas: 90
● Concessionárias: 11.827
● Vendas globais: 4.871.000 unidades (2009)
● Presença global: 110 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha
● Funcionários: 198.000
● Segmento: Automobilístico
● Principais produtos: Automóveis, caminhões e tratores
● Outras marcas: Lincoln, Mercury, Mazda e Troller
● Ícones: O logotipo oval azul
● Slogan: Built for the road ahead.
● Website: www.ford.com


Fonte : www.ford.com



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Curiosidades sobre Marcas Famosas



Lacoste - O crododilo da marca desenhada por Robert George procurou capitalizar o apelido do principal sócio da empresa, o tensita profissional René Lacoste.
Kodak ­ – O nome Kodak é uma onomatopéia (que significa imitar o som com uma palavra), pois descreve o som do obturador de uma câmera fotográfica.

Nike ­ – O nome é uma homenagem à deusa da mitologia grega que representava a vitória. A empresa fundada em 1962, por Phill Knight, com o nome original de Blue Ribbon Sports (BRS), teve sua marca criada em 1972 pela estudante Carolyn Davidson por meros 35 dólares; em 2000, segundo a Interbrands/Citibank, a marca estava avaliada em US$ 8 bilhões.

Goodyear ­ – O pé com asas, entre as palavras Good e Year, foi inspirado na estátua de Mercúrio, que o fundador da empresa, Frank Seiberling, tinha em sua casa.

Nestlé ­ – O nome da empresa e o desenho da marca foram inspirados no nome do fundador, Henri Nestlé, e no significado da palavra “nestle”, derivada da palavra nest, ninho em inglês, que quer dizer aninhar-se, abrigar-se. A mais importante alteração da marca desde 1875 aconteceu em 1985, quando o número dos filhotes diminuiu de três para dois dentro do ninho ­ sinal dos tempos de redução da prole.

BMW ­ – A simbologia da Bayerische Motoren Werke designa a origem dos seus negócios: a fabricação de motores de aviões. A imagem é de uma hélice, o azul e o branco da marca representam o céu e as cores da Bavária.

Fontes : Sites das empresas/Internet


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CAIXA DE PANDORA


Como surgiu o termo caixa de Pandora ?


Caixa de Pandora é um mito grego que narra a chegada da primeira mulher à Terra e, com ela, a origem de todas as tragédias humanas. Essa história chegou até nós por meio da obra Os Trabalhos e os Dias, do poeta grego Hesíodo, que viveu no século VIII a.C., diz a historiadora Maria Luiza Corassin, da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a obra, o titã Prometeu presenteou os homens com o fogo para que dominassem a natureza. Zeus, o chefão dos deuses do Olimpo, que havia proibido a entrega desse dom à humanidade, arquitetou sua vingança criando Pandora, a primeira mulher. Antes de enviá-la à Terra, entregou-lhe uma caixa, recomendando que ela jamais fosse aberta. Dentro dela, os deuses haviam colocado um arsenal de desgraças para o homem, como a discórdia, a guerra e todas as doenças do corpo e da mente mais um único dom: a esperança.Vencida pela curiosidade, Pandora acabou abrindo a caixa, liberando todos os males no mundo mas a fechou antes que a esperança pudesse sair. Essa metáfora foi a maneira encontrada pelos gregos para representar, num enredo de fácil compreensão, conceitos relacionados à natureza feminina, como a beleza, a sensualidade e o poder de dissimulação e de destruição, diz Fernando Segolin, professor de Literatura da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo

Fonte : Editora Abril
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O Peso de um Diploma







Quando recebemos a notícia da perda de um ente querido geralmente ficamos desesperados e muitas vezes sem ação, essa sensação é atenuada com a chegada do corpo, pois a presença do corpo mesmo sem vida nos dá um alento, a sensação de que a pessoa ainda está entre nós, o desespero volta com maior intensidade quando o momento da despedida definitiva se aproxima e principalmente quando se concretiza.
Escrevi esse pequeno texto introdutório para fazer uma analogia da perda de um ente querido com a conclusão de um curso universitário e conseqüentemente a obtenção de um diploma. Em minha vivência acadêmica é comum ouvir pelos corredores das Universidades e também nas rodas de alunos as seguintes afirmações “Estou aqui apenas pelo diploma, preciso dele lá no trabalho.” ou “Preciso dele para ser promovido” e outras coisas desse tipo, porém o que não é percebido por esse tipo de acadêmico é que enquanto o curso dele estiver em andamento, ocorre como no funeral de corpo presente, o corpo que no caso é o andamento do curso dá a falsa sensação de tranqüilidade, de tempo, pois como estudante quase nunca é cobrado, nem na empresa que trabalha seja como efetivo, seja como estagiário, nem nos processos seletivos dos quais participa, pois conta com o salvo conduto de estudante, com o benefício da dúvida, pois as pessoas sempre ficam em dúvida se acadêmico não sabe o que lhe foi atribuído/perguntado ou se ele ainda não aprendeu. Essas prerrogativas terminam no exato momento que o aluno recebe seu título, ou seja, na sua colação de grau, momento que eu chamo de “hora da verdade”, pois a partir daí, um Diploma com conteúdo fará toda a diferença para o sucesso profissional do ex-acadêmico, mas um diploma sem conteúdo por sua vez será uma tragédia para sua vida, pois o mercado é voraz e não haverá as prerrogativas anteriores, os atenuantes, haverá sim uma cobrança muito intensa pelo título que agora ostenta, que ao invés de ser uma benção, uma dádiva, se tornará um peso em sua vida. Assim, a busca pelo simples “canudo”, durante a vida acadêmica é uma aventura fascinante, aparentemente tão inofensiva quanto o monóxido de carbono que mata silenciosamente, bons bate-papos, jogos e mais jogos de cartas, a cervejinha nos bares que circundam as universidades, as paqueras, as bagunças na sala, o bom “network” que lhes propiciam ter seus nomes nos trabalhos sem ao menos imaginar com o mesmo foi feito e nas provas então, sentem-se verdadeiros super-heróis ao conseguir enganar “o pobre professor”, quanta aventura ...quanta diversão, faz até lembrar a narrativa de Platão no livro intitulado “A República” (livro VII), onde Sócrates para dar a entender ao jovem Glaucon o que é e como se adquire conhecimento verdadeiro estabelece uma analogia entre conhecer e ver, chamado de “A Alegoria da caverna”, onde para esses acadêmicos a Universidade transforma-se numa caverna e o mercado de trabalho é o mundo real, externo. E o tempo continua a passar , mas o “corpo está presente”, a sensação é de que nunca chegará o dia da “despedida”, quero dizer, o dia de receber o tão esperado diploma, mas tão rápido como a vida esse dia chega e com ele a melancolia do arrependimento, a dor por desperdiçar tempo e dinheiro, a frustração pela não promoção, o desespero em ver colegas de sala, agora bem sucedidos profissionais “alavancando” suas carreiras pelo Diploma com conteúdo e a saudade dos mestres que tanto tentaram lhe ajudar. Infelizmente as estatísticas mostram que no Brasil, apenas 5% dos Diplomados em uma Universidade saem com um bom conteúdo, bem preparados, porém após a conclusão do curso não adiantará atribuir seu despreparo a Universidade ou ao corpo docente, pois essa desculpa já é bastante conhecida e repudiada no mercado de trabalho, além disso do mesmo local de onde sairão profissionais sem qualificação certamente também sairão profissionais brilhantes, que seguiram as mesmas regras, usaram a mesma estrutura Universitária e foram orientados e instruídos pelos mesmos docentes, coordenadores e diretores.

Acadêmico, pense nisso !

Sempre há tempo para buscar o conhecimento!

Prof. Pedro L. F. Gimenes Martins
Licenciatura Plena em Matemática
Licenciatura em Ciências
Pós Graduado em Administração da Produção
MBA em Gestão de Negócios
MBA em Marketing
Mestrando em Comunicação e Cultura
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Curiosidades Betty Boop


Betty Boop é uma personagem de desenho animado que apareceu nas séries de filmes Talkartoon e Betty Boop, produzidas por Max Fleischer e distribuídas por Paramount Pictures. Betty tinha um jeito de garota independente e provocadora, sempre com as pernas de fora, exibindo uma cinta-liga. Foi em 1930 que o personagem imigrante judaica começou sua "carreira", em Dizzy Dishes, espelhando-se nas divas desta década, ao som de muito jazz. Mas Betty Boop ficou famosa mesmo quando interpretou "Boop-Oop-a Doop-Girl", de Helen Kane, e, enfim, entrou para a história, participando de mais de 100 animações. Entretanto, após 1934, o novo Código de Produção impôs uma censura à personagem. Em nome da moralidade, Betty não poderia mais exibir seus decotes nem suas roupas insinuantes. Acredita-se que o comportamento progressivo da personagem era algo para o qual a população dos Estados Unidos da época não estava preparada para receber. Afinal, eram tempos de Disney e seus bichinhos. Os irmãos Fleischer modificaram a imagem de Betty, vestindo-a até o pescoço. Contudo, mantiveram em evidência o contorno de seus seios sobressaindo das malhas colantes, o que a deixou mais sensual. Em 1939, Betty Boop foi proibida de aparecer nas telas pelo Comitê Moralizador após anos de perseguição.Com a sua enorme sensualidade, Betty foi um grande sucesso nas platéias de teatro, e apesar de ter decaído durante a Década de 1930, ela continua popular atualmente pelo ar de sensualidade. Sua última aparição foi no cinema, em 1984, quando fez uma ponta em "Uma Cilada para Roger Rabbit" com o mesmo biquinho, as mesmas pernas de fora e cinta-liga aparente que lhe é peculiar.
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A invenção do Velcro
Quando o engenheiro Suíço e inventor George de Mestral (1907-1990) retornou de uma caminhada nas montanhas com suas roupas cobertas com carrapicho, ele não poderia imaginar que sua curiosidade inata estava para descobrir naquele dia de 1948 seria a semente de uma indústria multi-milionária. De Mestral observou um dos carrapichos sob seu microscópio e distinguiu diversos filamentos entrelaçados terminando em pequenos ganchos, causando a potente aderência dos carrapichos nos tecidos...e dando a ele a idéia para um novo fecho.
Depois de alguns anos de desenvolvimento e ensaios, de Mestral depositou uma patente Suíça de seu novo produto em 1951, a qual ele chamou de "Velcro" (combinando as palavras Francesas para veludo, "velour" e gancho, "crochet"). O pedido Suíço foi seguido por outras patentes nacionais, desta vez através de sua companhia VELCRO S.A. Todos os dias fechamos botões, zíperes, afivelamos cintos, amarramos cadarços, damos nós em gravatas, abrimos nossas carteiras com seus fechos de Velcro. Séculos de história da indumentária que evolui com a descoberta de novos materiais, e soluções práticas para facilitar o dia-a-dia.
A moda também existe nesses detalhes. Uma aulinha de história de como esses aviamentos surgiram nos faz crer que quase tudo já foi inventado na moda. Mas vale a pena olhar para o passado para entender de onde essas idéias, que hoje parecem tão simples, surgiram.
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A invenção de um líqüido em uma tarde de verão do ano de 1886 viria a se tornar parte da história do mundo e das civilizações. Imagine uma marca que esteja em todos os lugares do planeta. Uma marca que 99,9% da população mundial conheça. Que dificilmente alguém nunca comprou. A COCA-COLA tem consumidores do Tocantins ao Timor Leste. No mais remoto local deste planeta, você será capaz de achar uma. Além disso, pode ser encontrada desde o mais requintado ambiente até o mais simples estabelecimento comercial. Esta é a marca COCA-COLA.

A História
Tudo começou em 1886 quando John Styth Pemberton, um farmacêutico da cidade de Atlanta, criou uma bebida, a qual chamou de “tônico para o cérebro”, que se tornaria um grande símbolo americano. Da mesma forma que outros inventos mudaram a história, a criação de Pemberton foi motivada pela curiosidade. O farmacêutico, que adorava manipular fórmulas medicinais, ao pesquisar a cura para dores de cabeça criou uma mistura líquida de cor caramelo que incluía extrato de noz-de-cola, um estimulante com alto teor de cafeína, e também extrato de folhas de coca. Levou a mistura para uma farmácia, a Jacob’s Pharmacy, onde o xarope, misturado à água carbonatada (gasosa), foi oferecido aos clientes, que consideraram a bebida muito especial. A farmácia colocou o copo do produto à venda por US$ 0,05. Frank Mason Robinson, contador de Pemberton, batizou a bebida de COCA-COLA, escrevendo o nome com sua própria caligrafia. Desde então o nome é escrito da mesma maneira. A princípio, o concentrado era acondicionado em pequenos barris de madeira na cor vermelha. Por isso, a cor vermelha foi adotada como oficial da bebida.
A data oficial do nascimento do produto foi 8 de maio de 1886. Nos primeiros anos foram vendidos aproximadamente 9 copos (237 ml) por dia. Infelizmente, Pemberton era mais um inventor do que homem de negócios. Sem ter a menor idéia que inventara um produto que viria a ser um sucesso mundial, em 1891 vendeu a empresa para Asa Griggs Candler, por aproximadamente US$ 2.300. Candler tornou-se o primeiro presidente da empresa e o primeiro a dar real visibilidade ao negócio e a marca. Asa Candler, um vendedor nato, transformou a COCA-COLA de uma simples invenção em um grande negócio. Descobriu formas criativas e brilhantes de apresentar a nova bebida: distribuiu cupons para incentivar as pessoas a experimentarem o produto e abasteceu os farmacêuticos com relógios, balanças e calendários com a marca COCA-COLA. A promoção agressiva funcionou: a marca estava em todos os lugares. A popularidade do refrigerante exigiu novas formas de apresentações que permitiram a mais pessoas apreciá-la.

Em 1894 , Joseph Biedenharn, um comerciante do estado do Mississipi, colocou a bebida em uma garrafa e a ofereceu a Candler, que não ficou muito entusiasmado com a novidade. Apesar de ser um homem de negócios inovador e brilhante, não podia imaginar, na época, que o segredo do sucesso da COCA-COLA estaria em garrafas portáteis que os consumidores pudessem levar a qualquer lugar. Tanto que cinco anos depois, em 1899, por apenas US$ 1, vendia os direitos de exclusividade para engarrafar e comercializar a bebida aos advogados Benjamin F. Thomas e Joseph B. Whitehead.

Em 1895, a COCA-COLA já era vendida em todos os estados e territórios americanos. A imitação pode ser a forma mais explícita de se demonstrar admiração. Mas a The Coca-Cola Company não ficou satisfeita com a proliferação de bebidas similares à sua, na esteira do sucesso de seu refrigerante. Era um grande produto e uma grande marca: deveriam ser protegidos. Então, foram elaboradas propagandas dando ênfase à autenticidade da COCA-COLA, sugerindo aos consumidores que exigissem o legítimo e não aceitassem nenhum substituto ou imitação. A empresa também decidiu criar um novo formato de garrafa para dar aos consumidores maiores garantias de estarem tomando a COCA-COLA original. Em 1916, a Root Glass Company, uma empresa da cidade de Indiana, iniciou a fabricação da famosa garrafa “Contour”. A embalagem foi escolhida por causa de sua aparência atrativa, design original e pelo fato de, mesmo no escuro ou de olhos vendados, o consumidor poder identificá-la. A empresa cresceu rapidamente e se expandiu por todo os Estados Unidos, atravessando as fronteiras, com seus produtos chegando a Cuba (1906), Panamá, Canadá, Porto Rico, França e outros países.

Talvez ninguém tenha causado tanto impacto na empresa como Robert Woodruff. Seu pai comprou a empresa de Candler em 1918 e Robert assumiu a presidência cinco anos depois. Foi Candler quem introduziu a marca no mercado americano. Mas foi Woodruff quem consolidou a marca e a liderança do produto em todo o mundo, durante os 60 anos em que ficou no comando da empresa. Viu muitas oportunidades de expansão, conquistando novos mercados com campanhas inovadoras: a COCA-COLA viajou com a equipe americana para as Olimpíadas de Amsterdã (em 1928); seu logo foi estampado nos trenós de corridas de cachorro no Canadá e nas paredes das arenas de touros, na Espanha; alavancou o desenvolvimento e a distribuição dos produtos através da embalagem com 6 unidades (six-pack); das geladeiras horizontais e outras inovações que tornam a marca ainda mais fácil de ser apreciada e reconhecida. Quando ficou claro a preferência das donas de casa pelas embalagens de 6 unidades, a empresa enviou mulheres de porta a porta para instalar gratuitamente um abridor de parede com a marca COCA-COLA. Em 1941 os Estados Unidos entram na Segunda Guerra Mundial, enviando milhares de homens e mulheres para as frentes de combate. A marca acompanhou esses combatentes, pois Woodruff determinou que o produto fosse vendido a US$ 0,05 para todo soldado norte-americano onde quer que esteja, em qualquer parte do mundo, não importando o quanto isso custaria à empresa.

Durante a guerra os europeus experimentaram a bebida. Quando a paz voltou a reinar, a COCA-COLA já tinha muitos negócios pelo mundo. A visão de Woodruff, de que uma COCA-COLA deveria estar sempre ao alcance das pessoas foi se tornando uma realidade.

Nos anos 80, época em que se iniciou o chamado culto ao corpo, foram anos de mudanças e transformações na empresa. Em 1981, o cubano Roberto C. Goizueta, que deixara seu país em 1961, após a revolução, tornou-se CEO da empresa. Ele organizou as inúmeras fábricas engarrafadoras dos Estados Unidos em uma única empresa, fundando a Coca-Cola Enterprises Inc. Uma iniciativa que entraria para a história da marca foi à mudança do sabor da COCA-COLA, em 1985, a primeira alteração na fórmula em 99 anos. Na fase de testes, os consumidores demonstraram gostar muito do novo sabor. No mundo real isso não aconteceu, pois havia uma relação emocional muito forte com a fórmula original. Os consumidores pediram o retorno da antiga fórmula. Não faltavam críticas dizendo que foi o maior erro de marketing da história. Mas Goizueta tinha o poder de transformar limão em limonada. A fórmula original retornou ao mercado, amparada por uma grande campanha de marketing, como COCA-COLA CLASSIC e o produto começou a aumentar a liderança em relação à concorrência. Foi nesta década que teve início à famosa “Cola Wars”(Guerra das Colas), uma batalha de marketing e propaganda entre a marca e sua principal rival Pepsi. Nos anos seguintes a empresa lançou inúmeras variações do refrigerante como: com sabor de baunilha, com gotas de limão, com sabor de lima, entre outros. Todas essas novidades ajudaram a marca COCA-COLA a se manter na liderança do mercado mundial de refrigerantes.
A linha do Tempo
1984
● O produto é vendido pela primeira vez em garrafa no dia 12 de março, quando o comerciante Joseph Biedenharn, da cidade de Vicksburg, estado do Mississippi, impressionado com a incrível procura pelo produto, instalou uma máquina de engarrafamento em seu estabelecimento.
1923
● Introduzida a embalagem six-pack, contendo seis garrafas do produto, com o objetivo de encorajar as pessoas a consumirem mais COCA-COLA em suas casas.
1955
● A COCA-COLA é vendida pela primeira vez em lata de alumínio.
1960
● A embalagem de lata foi introduzida oficialmente no mercado com grande sucesso.
1964
● Introduzida a primeira lata com anel para abertura superior.
1982
● Lançada a DIET COKEque, em 2 anos, tornou-se a bebida de baixa caloria mais conhecida do mundo e a segunda de maior sucesso depois da própria COCA-COLA.
1983
● CAFFEINE FREE DIET COKE, a versão diet sem cafeína.
2005
● COCA-COLA ZERO, o sabor inigualável de Coca-Cola em uma versão sem açúcar, voltado para um público jovem, que não quer abrir mão do sabor único de COCA-COLA, mas busca uma alternativa sem açúcar do refrigerante.
● COCA-COLA WITH LIME, a versão original com um toque de lima.
● DIET COKE WITH SPLENDA, refrigerante adoçado com Splenda, um adoçante sem calorias, que não deixa resíduos e não causa reações alérgicas.
● COCA-COLA RASPBERRY, o refrigerante tradicional com sabor de framboesa. Atualmente este produto esta disponível somente na Nova Zelândia.
● COCA-COLA LIGHT SANGO, o refrigerante diet com sabor de laranja, introduzido primeiramente na Bélgica, país com maior consumo per capita de Coca-Cola Light no mundo, e posteriormente na França.
2006
● COCA-COLA BLAK, produto mais sofisticado de sua linha, que une o tradicional sabor da COCA-COLA a essência de café, com apenas 45 calorias. O produto foi introduzido primeiramente na França em uma moderna garrafa de alumínio.
BLACK CHERRY VANILLA COKE, um refrigerante com mistura de essências de café, cereja e baunilha. A versão dietética foi introduzida também este ano.● COCA-COLA CITRA, refrigerante misturado com limão e lima, disponível somente no Japão, Nova Zelândia, México e Bósnia e Herzegovina.
2007
DIET COKE PLUS, versão do refrigerante diet enriquecida com vitaminas (B6 e B12) e minerais (magnésio e zinco). Essa combinação aparentemente bizarra de nutrientes com aspartame parece sinalizar uma estratégia da COCA-COLA de unir os benefícios dietéticos de seus produtos a valores realmente nutricionais. O slogan de lançamento do produto foi “Great taste has its benefits”.
● COCA-COLA ORANGE, o refrigerante tradicional com sabor de laranja, disponível somente na Inglaterra em edição limitada inicialmente, comercializado em latas de 330ml e 500ml e garrafas de dois litros.

A fórmula Secreta


A fórmula exata da COCA-COLA é um segredo comercial. A cópia original da fórmula é guardada no cofre principal do SunTrust Bank em Atlanta. Uma lenda diz que apenas dois executivos têm acesso à fórmula, cada um deles tendo acesso a apenas metade da fórmula. De fato, a COCA-COLA possui uma regra restringindo o acesso a apenas dois executivos, cada um sabendo a fórmula completa e outros conhecendo o processo de formulação.

A Vedete de uma marca

O primeiro engarrafamento da COCA-COLA ocorreu em Vicksburg, estado do Mississippi, na Biedenharn Candy Company em 1894. As garrafas originais eram muito diferentes do visual atual de silhueta que as atuais. A famosa e conhecida “Garrafa Contour”, embalagem de vidro de 237ml da COCA-COLA foi lançada em 1916. Mas é uma celebridade até hoje por simbolizar a autenticidade de COCA-COLA com o seu formato mundialmente identificado como marca registrada do centenário refrigerante: ela cabe perfeitamente na mão, faz um som único quando é aberta e oferece um sabor e refrescância que só podem ser de COCA-COLA. O desenho curvilíneo da garrafa Contour foi baseado em um conceito original sugerido pelo soprador de vidro sueco, Alexander Samuelson, funcionário da Root Glass Company, de Indiana.
A idéia era criar uma garrafa única e especial, que pudesse ser instantaneamente reconhecida até mesmo no escuro. O conceito da garrafa foi proposto em 1913 e patenteado no United States Patent Office em 16 de novembro de 1915. A garrafa foi colocada em uso em 1916, com algumas modificações, na cidade de Terre Haute, estado de Indiana. E devido às suas curvas, foi apelidada de “Mae West”, famosa atriz de cinema, conhecida na época por sua sensualidade e curvas insinuantes. Em 1950 a garrafa transformou-se em celebridade sendo o primeiro produto a aparecer na capa da prestigiosa revista TIME. Entre 1951 e 1960, a garrafa passou a ser protegida pela Lei de Direitos Comuns como um símbolo de identificação da COCA-COLA. Em 1960, o U.S. Patent and Trademark Office concedeu à garrafa o status legal de Marca Registrada, uma honra conferida a poucas embalagens.

Recentemente, em 2005, começou uma nova era para o ícone da COCA-COLA. A garrafa contour, reverenciada através da pop arte em obras de Andy Warhol e Keith Haring, ganhou ares de modernidade e apareceu em nova versão, diretamente moldada no alumínio, sem recortes ou remendos, que ficou conhecida como “M5” (Magnificent 5). A inovadora garrafa, que brilhava no escuro, era vendida em algumas selecionadas baladas no Brasil e no mundo. Foram desenvolvidos cinco modelos diferentes por cinco seletos escritórios de design, um em cada continente do globo: The Designer’s Republic (Inglaterra), Lobo (Brasil), MK12 (Estados Unidos), Rex & Tennant McKay (África do Sul), e Caviar (Japão). Com um conceito inspirado na Pop Art e design contemporâneo, as garrafinhas se tornaram mais um desejado objeto de consumo entre os amantes da marca.Criando uma lenda?

A publicidade da COCA-COLA tem tido um impacto significativo na divulgação da cultura norte-americana, sendo freqüentemente creditada à marca a “invenção” da imagem moderna do Papai Noel como um homem idoso em roupas vermelhas e brancas, justamente as cores da COCA-COLA. Porém, a imagem do Papai Noel passou a existir a partir de 1822, até então, Noel era representado pela figura sisuda de São Nicolau, graças ao poema The Night Before Christmas (A noite da véspera do Natal), do professor americano Clement Clark Moore. Sua barba era branca, sua bochecha e seu nariz rosados e sua barriga grande. Em 1851, o cartunista Thomas Nast se baseou na descrição do poema para desenhar Papai Noel nas capas da revista americana Harper´s Weekly. Mesmo com figuras em preto-e-branco, conseguiu popularizar a imagem. O vermelho só virou a cor oficial do Papai-Noel em 1931, quando o artista Haddon Sunblom criou uma campanha publicitária de inverno para a COCA-COLA para tentar conquistar um público mais jovem. Nos anúncios, Papai Noel aparecia tão fofinho quanto nos desenhos de Nast, mas vestido com uma roupa vermelha de bordas brancas. E foi a partir deste momento que a imagem do Papai Noel, associada a campanhas natalinas da COCA-COLA por mais de 50 anos, se tornou popular e conhecida no mundo inteiro.


O Museu

Só falta falta a Disney inventar seu próprio refrigerante, porque a COCA-COLA acaba de criar seu próprio parque temático. O The New World of Coca Cola, inaugurado no dia 24 de maio de 2007 na cidade de Atlanta, é uma mistura de museu e parque temático que celebra à “criatividade, a inovação e os bons momentos”da marca mais conhecida do mundo. A palavra “NEW” foi utilizada no nome, pois havia um outro museu da marca, inaugurado em 1990, bem mais modesto, tanto em tamanho quanto em acervo, que fechou as portas no dia 7 de abril de 2007. O novo museu temático, entre outras coisas, possui o maior acervo de memoribilia desse que é um dos grandes ícones da cultura americana e mundial. O passeio alimenta a idéia da “magia” em torno da bebida, posicionamento de marketing bastante visível na exibição dos filmes publicitários de diversos países em uma das salas do museu. Dos mais antigos aos mais novos, todos têm o apelo emotivo em comum. Uma das partes mais interessantes é a exposição de artistas consagrados como Andy Warhol e Steve Penley com obras onde as garrafas do refrigerante são utilizadas como tema central e referência.

O museu conta ainda com uma sessão de vídeo em 4D (chamado “In Search of the Secret Formula”), uma mini-fábrica e um salão de degustação, onde é possível experimentar refrigerantes da empresa, além de COCA-COLA direto da fonte. O museu foi construído para ser um ponto turístico da cidade, mas é inevitável sentir um ar de ação promocional.
Acessando o http://www.woccatlanta.com/, pode-se conhecer o local através de um tour virtual, comprar entradas, que custam US$ 14 para adultos e US$ 8 para crianças, e visitar a loja on-line com centenas de produtos da marca.

Campanhas que fizeram história

Inúmeras campanhas publicitárias, a grande maioria de enorme sucesso, fizeram parte da história da marca como em 1927 quando lançou o primeiro Spot em rádio ou em 1941 quando a palavra COKE, que se tornaria sinônimo do refrigerante, apareceu pela primeira vez em um de seus comerciais, seguido do surgimento do personagem Sprite Boy. A propaganda, que sempre foi uma parte muito importante do negócio, tornou-se a sua alma nos anos 70, refletindo a perfeita sintonia da marca com a alegria de viver e a liberdade. Em 1970, pela primeira fez a famosa “Onda”apareceu no logotipo da marca, inspirada nas curvas da fruta do cacau.



O apelo internacional do produto foi concretizado em um comercial, intitulado “Hilltop”, no ano de 1971, no qual um grupo de jovens, de todas as partes do mundo, se juntava no pico de uma montanha na Itália para cantar “Like to Buy the World a Coke”(em tradução livre, significa “Gostaria de Comprar uma Coca-Cola para o Mundo”). Este comercial é considerado um dos mais brilhantes da história da publicidade mundial. Em 1993, os famosos “Ursos Polares”apareceram na propaganda do produto pela primeira vez. Eles faziam parte da campanha “Always COCA-COLA”e estrelaram o primeiro comercial, chamado “Northern Lights”, onde assistiam ao filme Aurora Bureal e bebiam COCA-COLA.

Os Slogans

A primeira propaganda veiculada no The Atlanta Journal, três semanas após o produto ser inventado, anunciava: “COCA-COLA. Deliciosa! Refrescante! Fantástica! Revigorante! O Novo Refrigerante Gaseificado contendo as propriedades da maravilhosa planta, a Coca, e a famosa noz, a Cola”. Depois foram criados mais de 30 slogans, alguns inesquecíveis como:

1886:Drink Coca-Cola. (Beba COCA-COLA)
1904: Delicious and Refreshing. (Deliciosa e Refrescante)
1911: Real satisfaction in every glass. (Satisfação real em cada garrafa)
1929: The Pause that Refreshes. (A pausa que refresca)
1956: Coca-Cola, Making Good Things Taste Better. (COCA-COLA, fazendo coisas boas com melhor sabor)
1969: It’s the Real Thing. (É a coisa real)
1976: Coke Adds Life. (COCA-COLA dá vida)
1979: Have a Coke and a Smile. (Tenha uma Coca e um sorriso)
1982: Coke Is It. (COCA-COLA é isso aí)
1986: Catch the wave”. (Pegue a onda)
1993: Taste it all.
1993: Always Coca-Cola. (Sempre COCA-COLA)
2000: Coca-Cola Enjoy.
2001: Life Tastes Good.
2005: Make It Real. (Torne isso real)
2006: The Coke Side of Life. (O lado COCA-COLA da vida)

No Brasil a marca utilizou alguns slogans marcantes como “Gostoso é viver”, “Emoção pra valer”, “Isso é que é”, entre outros muitos.

O gênio por trás da marca

Existem coisas no mundo que soam como um contra-censo. Imagine um executivo cubano o principal responsável por transformar a marca COCA-COLA, talvez o maior símbolo americano mundo, na gigante que é hoje. Pois, foi exatamente isso que aconteceu.

Roberto Crispulo Goizueta nasceu no dia 18 de novembro de 1931 na cidade de Havana em Cuba, descendente de uma rica família de usineiros. Foi educado em uma escola tradicional de jesuítas para ser um administrador da iniciativa privada. Depois de formar-se em engenharia química na tradicional universidade americana de Yale, retornou ao seu país, onde começou a trabalhar na COCA-COLA em 1954. Quando saiu de Cuba, fugindo do regime de Fidel Castro, em 1960, tinha apenas US$ 200 no bolso e um lote de 100 ações da COCA-COLA depositadas em um banco nova-iorquino. Começava então uma história de sucesso. Radicado nos Estados Unidos, chegou à presidência da COCA-COLA em 1981. A empresa estava um verdadeiro caos: disputava um braço-de-ferro com a rival Pepsi, que controlava a categoria-chave das vendas em supermercados; uma norma vigente na empresa impedia de pedir dinheiro emprestado, o que restringia a capacidade da marca em investir nas suas operações.

Porém, apesar das dificuldades, durante sua liderança a empresa mudou sua estratégia concentrando-se mais nos canais de distribuição e pontos de vendas. O produto estava por todos lados ao mesmo tempo: nas universidades, estações de metrô, aeroportos, museus, centros de reunião, etc. Uma frase sintetiza aquela estratégia: “Pepsi?, desculpe, só temos Coca”. Entre seus feitos estão: a consolidação da marca COCA-COLA mundialmente, a expansão das operações da empresa (triplicou a sua dimensão, controlando metade do mercado mundial de refrigerantes) e o lançamento da Diet Coke, que contribuíram para que o valor de mercado da empresa saltasse de US$ 4.3 bilhões, em 1981, para US$ 180 bilhões, em 1997. O espetacular desempenho deu origem a um fenômeno típico de empresas bem-sucedidas: transformou Goizueta numa espécie de lenda, dotada, aos olhos de funcionários e acionistas, de características dogmáticas similares à infalibilidade Papal.

Apesar do sucesso, é acusado de ter falhado ao não formar e indicar seu sucessor. O mito faleceu em 18 de outubro de 1997, aos 65 anos, vítima de um câncer no pulmão, e a COCA-COLA ingressou em um período de grande instabilidade gerencial: três presidentes nos oito anos seguintes. Em seu funeral, entre outras inúmeras personalidades, estava Roger Enrico, homem forte da eterna rival Pepsi. Depois da missa, a Orquestra Sinfônica de Atlanta tocou a Fuga em G de Bach. Depois, surgiu outra música familiar, a melodia de um anúncio da COCA-COLA.

Os dados

● Origem: Estados Unidos
●Lançamento: 8 de maio de 1886
● Inventor: Dr. John Styth Pemberton
● Sede mundial: Atlanta, Georgia
● Proprietário da marca: The Coca-Cola Company
● Capital aberto: Sim (1919)
● Chairman & CEO: E. Neville Isdell
● Presidente: Muhtar Kent
● Faturamento: US$ 28.9 bilhões (2007)
● Lucro: US$ 5.98 bilhões (2007)
● Valor de mercado: US$ 111.2 bilhões (2007)
● Valor da marca: US$ 65.3 bilhões (2007)
● Presença global: + 200 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Estados Unidos, México e Brasil
● Funcionários: 71.000
● Consumo: 1.4 bilhões de copos diariamente
● Segmento: Refrigerantes de cola
● Principais produtos: Coca-Cola Classic, Diet Coke, Coca-Cola Zero, Cherry Coke, Coca-Cola Light Lemon, Diet Coke Plus
● Ícones: Cores vermelha e branca, onda, garrafa Contour, palavra Coke e Papai-Noel
● Slogan: The Coke Side of Life.
● Website: www.coca-cola.com

O valor

Segundo a consultoria britânica InterBrand, somente a marca COCA-COLA está avaliada em US$ 65.3 bilhões, ocupando a posição de número 1 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 94 no ranking da revista FORTUNE 500 (empresas de maior faturamento no mercado americano).

A marca no Brasil

Sua entrada no país é histórica: chega em 1942, em um esforço de guerra determinado por Robert Woodruff, presidente da Coca-Cola Company na época. Durante a II Guerra Mundial, ele assegurou aos soldados norte-americanos que, onde quer que estivessem, poderiam tomar uma COCA-COLA gelada pelo mesmo preço – 5 cents – e com o mesmo sabor inigualável. Foi assim que a marca desembarcou em Recife (Pernambuco). Para matar a sede e a saudades dos pracinhas, o refrigerante é produzido inicialmente pela Fábrica de Água Mineral Santa Clara, em Recife, até serem instaladas mini fábricas naquela cidade e em Natal. Na realidade, as mini fábricas eram apenas kits com os equipamentos básicos para a produção do refrigerante. A primeira fábrica brasileira de verdade, foi instalada na então capital, Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão. Em 1943, a COCA-COLA Brasil abre em São Paulo sua primeira filial no país. Dois anos mais tarde é inaugurada a segunda fábrica carioca, também em São Cristóvão, mas com uma novidade: uma máquina Liquid 40, capaz de produzir 150 garrafas por minuto.

Com a COCA-COLA, pouco a pouco os brasileiros adquirem o hábito de tomar bebidas geladas. O início da década de 50 é marcado pela criação do slogan “Isto faz um bem”, que foi tema da COCA-COLA no Brasil por 14 anos. A marca é um sucesso inegável no país e torna-se bebida preferida nas festas dos anos 50 e 60. Em 1959 na cidade de São Paulo acontece um evento marcante para a COCA-COLA no Brasil: para implantar o conceito de vasilhame em casa e a venda a domicílio, um grupo de simpáticas jovens percorre as casas e promove a degustação da bebida. Com os vasilhames em casa, fica mais fácil ter sempre à mesa uma COCA-COLA, novidade que conquistou em definitivo as donas de casa. Era a COCA-COLA família que chegava. Os anos 70 chegam com uma grande inovação: as máquinas post-mix oferecem ao consumidor a COCA-COLA fresquinha, feita na hora, servida em copos. Já no final da década de 70, com a campanha “Coca-Cola dá mais vida”, o refrigerante é associado aos bons momentos da vida. E a empresa prepara o caminho para tornar isso uma realidade inegável.

Em 1981, lança o refrigerante em lata, a primeira de uma série de iniciativas pioneiras da empresa no país. Em 1988, inunda o mercado brasileiro com várias novidades. Primeiro, as embalagens one way. Depois, a tampa de rosca, que permite guardar os refrigerantes deitados na geladeira. Uma vantagem aparentemente pequena mas que, na verdade, abriu espaço para o lançamento de outras embalagens maiores, que dificilmente poderiam ser acondicionadas em pé nos refrigeradores convencionais. Já embalada por um novo slogan “Emoção pra valer”, a COCA-COLA não pára de surpreender os consumidores. Inicia a década de 90 colocando no mercado a Big Coke (dois litros) e a embalagem 1,25L. Em junho de 90 lança a lata de alumínio 100% reciclável para toda a sua linha de produtos. Mas a determinação de atender sempre melhor os consumidores avança ainda mais. Pouco tempo depois, chega ao mercado a maior revolução em termos de embalagem dos últimos 50 anos: a Superfamília, garrafa plástica retornável de 1,5L que, além de prática, atende às exigências da legislação internacional de proteção ambiental. O Brasil saiu na frente, sendo o terceiro país do mundo a adotar essa embalagem, após a Alemanha e a Holanda.

A marca no mundo


Hoje, mais de 900 milhões de garrafas ou 1.4 bilhões de copos do refrigerante são vendidas diariamente em mais de 200 países. Somente nos Estados Unidos são vendidas cerca de 40 mil latinhas e garrafas de COCA-COLA por segundo. O Brasil representa o terceiro maior volume de vendas para a COCA-COLA, atrás dos Estados Unidos e do México. A COCA-COLA é a bebida mais vendida na maioria dos países, mas não em todos. Lugares como a Escócia, onde a bebida local Irn Bru é a líder em vendas, e em Québec e Ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá, onde a Pepsi é a líder do mercado, fogem dessa regra. A COCA-COLA também é menos popular em países do Oriente Médio e Ásia, como os territórios palestinos e a Índia, na maioria devido ao sentimento antiocidental.


Você Sabia ?

● Suas vendas cresceram de nove copos por dia em 1886 para 1.4 bilhão de copos/dia em 2007.
● Em 1998, um estudo realizado no Reino Unido revelou que as pessoas confiavam mais na marca COCA-COLA do que na Família Real.

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).









































































































































































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